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Alzheimer “doença que rouba a alma das pessoas”

Saúde - São Paulo, SP
kicks
Arrecadados da meta de R$80.000,00
Campanha flexível

Esta campanha irá receber todas contribuições em 27/09/2020.

Heloisa, minha mãe, era uma mulher cheia de vida, que sonhava em construir um mundo melhor. Dentre tantas opções de profissão, escolheu ensinar. Alfabetizou e preparou crianças para a vida, por muitos e muitos anos. Antes de ser acometida pela doença era sempre abordada na rua, por algum dos seus antigos alunos, que ficavam comovidos e gratos por revê-la.

Em meados dos anos 80, cuidou de sua mãe que apresentou os  sintomas do Alzheimer, mas que na época era considerado como esclerose.

Hoje, por ironia do destino, ela está no estágio avançado do Alzheimer.

Diagnosticada há 10 anos, eu e minha família nunca poupamos esforços para proporcionar os melhores cuidados para ela, e não são poucos como por exemplo fisioterapia (para não atrofiar o corpo e não deixar que volte para a posição fetal), fonaudiologia (porque além de desaprender a falar o doente também esquece como engoliar, e pode se sufocar com a propria saliva), cuidados para não abrir ulceras de pressão (as temidas escaras, que após abertas não fecham), medicaçoes de alto custo, enfermagem, ambulância (quando precisa) e muitos outros cuidados, sendo que todos são obrigatoriamente realizados no domicílio já que ela está acamada, e de forma particular. 

Hoje esse suporte necessário para manter a qualidade de vida está muito além do que eu e minha familia podemos arcar, mas continuo firme no propósito de oferecer dignidade a ela.           

É muito triste acompanhar a evolução do Alzheimer, ela sofria pela perda da memória, e nos pela perda dela em vida. Os lapsos de memória começam com acontecimentos recentes, como onde foi que eu deixei determinado item, até grandes possibilidades de acidentes graves como deixar o gás ligado ou explodir uma panela de pressão. Quando isso ocorreu resolvi que a partir daquele instante ela precisava de acompanhamento 24 horas, pois os riscos dela se machucar gravemente eram grandes, e não há horário para que os lapsos ocorram, de manha ou no meio da madrugada.

Depois começaram os esquecimentos mais tristes como não reconhecer que ela estava em casa, e o dia mais dificil de todos: quando ela perguntou para minha irmã: quem é essa moça? E essa moça era eu, ou seja, minha mãe não sabe mais quem eu sou.

Os instintos de sobrevivencia também vão embora, e ela não sabe manifestar se tem dor, frio, calor, ou qualquer outra sensaçao ruim em seu corpo. Por ser 100% dependente precisa de alguem 100% presente ao seu lado. 

São inumeras as situaçoes em que me sento impotente perante esta doença, e sou eternamente grata a minha mãe, por tudo o que ela fez por mim, pela vida que me deu, e que farei o impossivel para dar o melhor a ela.

Os que me conhecem sabem o quanto é dificil para mim, expor desta forma, mas cabe a mim dar o possivel e o impossivel para dar dignidade no final da vida. 

Entramos na justiça para que o plano de saúde arcasse com o tratamento, porém mesmo com relatório do médico responsável e parecer do Ministério Público à favor dela, à justiça (sem realizar perícia médica) indeferiu o processo.

Vale a pena ressaltar que, minha mãe Heloisa, é tratada com muito amor e carinho pela família.

Se quiser mais informaçoes, por favor entre em contato: ana.anogueira@icloud.com

A campanha visa oferecer recursos para custear 1 ano de tratamento domiciliar para paciente em estágio terminal.

Ah, no BLOG tem uma foto dela, tirada há mais de 1 ano atras.


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Alzheimer “doença que rouba a alma das pessoas”


Conheça quem está à frente desta campanha

ana cristina nogueira
  ana cristina nogueira
  

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