Abas primárias

Legado para Educação Infantil - Marcelo Xavier

Educação - Belo Horizonte, MG
kicks
Arrecadados da meta de R$35.280,00
Campanha flexível

Esta campanha irá receber todas contribuições em 27/06/2019.

Recompensas

Queremos deixar um legado para a educação infantil, a partir de uma plataforma que irá disponibilizar partes relevantes da obra do artista Marcelo Xavier, construída durante 50 anos como escritor, ilustrador e artista plástico, trilhando seu caminho principalmente para as crianças.  

 

Como faremos isso? Construindo um site que vai contar a história do Marcelo com a arte ao longo dos 50 anos e com a arte-educação nas últimas três décadas. Seus livros e a mensagem principal de cada um, premiações e principalmente, distribuição de conteúdos gratuitos de arte-educação acessíveis a todos e um curso, de 5 horas, gravado e editado de forma profissional, em alta resolução, voltado para educadores (professores e pais).

 

O objetivo deste curso será transmitir o método de arte-educação criado e desenvolvido pelo artista, intitulado Chave de massinha, que tem como base o trabalho de ilustração tridimensional com massinha que usou na maioria dos seus livros. O curso será disponibilizado em versão gratuita e outra versão paga, sempre com uma porcentagem de vagas sociais, gratuitas, para educadores de baixa renda ou escolas carentes.

 

Dessa forma, o objetivo específico desta campanha é custear o site, a produtora que realizará a gravação e edição dos vídeos utilizando 2 câmeras capazes de transmitir as modelagens em detalhes, a agência de comunicação que irá trabalhar a formatação desse trabalho e divulgação do mesmo e uma parte simbólica do trabalho de um assistente nessa grande estruturação. Um empurrão inicial fundamental para que o legado se torne real!

 

Marcelo Xavier, hoje com 70 anos, segue seu caminho há 20 anos acompanhado pela ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), doença degenerativa que limita progressivamente seus movimentos. Cadeirante há 10 anos, Marcelo segue produtivo, motivado, sempre lutando por causas do bem comum, mas podemos dizer que possui uma saúde frágil e que é um “sobrevivente”. Um de seus sonhos é deixar sua obra estruturada de forma que ela possa permanecer no mundo fazendo o bem a gerações futuras, principalmente para nossas crianças.

Marcelo Xavier possui as maiores premiações da literatura infantil do Brasil (possui 20 livros publicados), que tem gerado um grande potencial de transformação e impacto em milhares de escolas ao longo de 30 anos realizando as oficinas de massinha de norte a sul, leste, oeste do Brasil, somando-se à admiração e até adoração de milhares de fãs ao longo de todo esse tempo, tornando-o uma figura pública. Tudo isso nos faz ter certeza de que precisamos colocar energia na entrega desse legado à sociedade. As pessoas clamam por Marcelo Xavier. Querem vê-lo, ouvi-lo, “segui-lo”.

Como eternizar essa obra, de forma a mantê-la pulsante para o usufruto de muitas gerações futuras? Se não formos rápidos podemos perder essa oportunidade.

Sua colaboração faz a diferença para a educação. Veja as recompensas especiais! U+2192.svgU+2192.svgU+2192.svgU+2192.svgU+2192.svg

Difícil precisar em que ponto da vida a arte gruda na gente e não solta mais. Em mim, desconfio ter sido na minha infância em Vitória com a descoberta da fantasia, da imaginação, da criação possíveis, ali, ao alcance da mão. O habitat dessa arte-criança não poderia ser melhor: uma rua sem carros, uma turma de amigos, repertório diverso de brincadeiras, uma imensa catedral em construção, um porto e seus navios, um bonde a me levar ao colégio, ao piano, ao mar. Modelando bonecos de barro, inventando casa mal-assombrada, desenhando já pressentia a arte-brinquedo a me enredar. Nas férias de julho e dezembro em Ipanema, cidade de Minas em que nasci e saí aos cinco anos, sentia que a arte estava lá grudada provocando: desenha, colore, modela... Eu obedecia, com muito prazer. No trem que me trouxe de mudança para Belo Horizonte, a arte-adolescente veio na bagagem. Com ela pintei muros, toquei violão, modelei os Beatles em massinha, descobri a noite, registrei sentimentos e pensamentos novos com palavras verdes. Certo dia acordei cabeludo, de barba e bigode. Eram os anos 1970. A arte-adulta estava lá, dividindo cama e sonhos comigo. A essa altura, mandava e desmandava em mim. Entrou em minha cabeça, mudou tudo de lugar, varreu velhos conceitos e preconceitos, aumentou o alcance dos sentidos, me fez mergulhar de corpo e alma no mar do mundo. Como um guia, me indicava caminhos da criação. Fiz cenários, figurinos, adereços para teatro, shows musicais, carnaval, livros infantis e adultos, programas de tv, vídeos, intervenções urbanas, exposições e oficinas para crianças e adultos. Há vinte anos, a arte-minha teve que abrir mão de parte do seu domínio. Esclerose lateral amiotrófica é o nome da nova inquilina. Chegou mudando muita coisa também: trocou passos por rodas, reduziu mobilidade e acessos, impôs limitações físicas. Porém, a arte-madura nunca me deixaria, entregaria os pontos por condições adversas do corpo. Sua força vital se preserva no que chamamos alma. É ali onde ela resiste, grudada, como sempre, até a chegada do ponto final.

 

Marcelo Xavier

 

 


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Marcelo Xavier
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