Montagem do espetáculo "Morte e Vida Severina"

Música – Londrina, PR

Como já diziam: é de grão em grão!

Estamos quase na reta final da nossa campanha, e é bom demais receber o carinho de vocês!! É incrível como é gostoso saber que tem tanta gente que acredita no nosso trabalho! E assim, vamos caminhando para esta conquista!
Para agradecer a cada um, vou deixar aqui um trechinho do poema que estamos estudando, só para dar um gostinho do que será este espetáculo!
"— De sua formosura
deixai-me que diga:
é tão belo como um sim
numa sala negativa.
— É tão belo como a soca
que o canavial multiplica.
— Belo porque é uma porta
abrindo-se em mais saídas.
— Belo como a última onda
que o fim do mar sempre adia.
— É tão belo como as ondas
em sua adição infinita.
— Belo porque tem do novo
a surpresa e a alegria.
— Belo como a coisa nova
na prateleira até então vazia.
— Como qualquer coisa nova
inaugurando o seu dia.
— Ou como o caderno novo
quando a gente o principia.
— E belo porque o novo
todo o velho contagia.
— Belo porque corrompe
com sangue novo a anemia.
— Infecciona a miséria
com vida nova e sadia.
— Com oásis, o deserto,
com ventos, a calmaria."

Morte e Vida Severina, João Cabral de Melo Neto